7 requisitos para quem deseja trabalhar em uma fintech

13 de maio de 2021 em Fintech, Mercado

Segundo o Report do Distrito Fintech, em 2020 o número de fintechs no Brasil era de 742, um crescimento de 34,1% em comparação com o ano de 2019.

Com o constante crescimento desse ramo, cresce a busca por mão de obra. Entretanto, sendo este um mercado novo, vanguardista e muito diversificado, como saber se os candidatos são qualificados?

Um mercado novo e diversificado

Apesar de estarem inseridas no universo financeiro, cada empresa tem suas particularidades. Muitas têm seu foco no mercado B2C (business to consumer, empresa para consumidor), atuando com prestação de serviços para o cliente final, pessoa física ou jurídica. Outras, exploram o B2B (business to business, empresa para empresa) e prestam serviços para empresas que querem se tornar um banco. Temos ainda, aquelas empresas que focam em um nicho específico como o imobiliário, logístico, área da saúde, arranjo de pagamentos, etc.

Uma das principais estratégias adotadas, então,  é “capturar” profissionais dos mercados que elas objetivam atender. Isso permite à fintech incorporar o “know how” e o conhecimento prático do nicho objetivado. Se você quer atender o mercado imobiliário, por exemplo, traga alguém deste ramo para o seu time, que conheça as dores deste mercado.

Principais características

Mas afinal, qual seria o perfil dessa pessoa? Quais são as principais características, além do conhecimento em determinada área, que uma startup financeira deve considerar ao recrutar um novo membro para o seu time, a fim de agregar valor ao negócio?

Inconformado

Dentro do escopo do mercado financeiro, ainda temos muitas regras engessadas, players burocráticos e tecnologias ultrapassadas. O profissional que ambiciona trabalhar em uma fintech precisa achar formas de contornar todas estas barreiras. Saber que um “não é possível” pode significar “não é possível desta maneira” e pode-se achar outras formas de atingir o mesmo objetivo. 

Maleável

Esgotadas as possibilidades, é importante saber quando você precisa se “dobrar” ao modelo de negócio do parceiro ou cliente. Estar pronto para mudar sua mentalidade, ver as coisas de outra forma e se adaptar.

Resiliente

Você vai ouvir muitos “nãos”. Terão dias que serão um verdadeiro desastre. Mas no dia seguinte, esteja lá de banho tomado e pronto para tentar outra vez.

Proativo

Havendo um novo desafio, assuma-o. Bata no peito e fale “eu vou fazer acontecer”. Ofereça ajuda, se meta – fazer demais não é o problema! Peque pelo excesso e não pela omissão. 

Multitarefa

Comece o dia fazendo o café para o pessoal do escritório. Às 9h faça uma reunião comercial com um cliente e às 11h ajude o departamento financeiro no fechamento contábil da empresa. 14h – hora de fazer uma entrevista para contratar um novo colega de trabalho. E não se esqueça da reunião com seu time de desenvolvimento às 17h. 

Principalmente no começo, tente atuar em todas as partes da empresa. Dessa forma, você irá adquirir conhecimento global do negócio e quando você estiver na sua área específica, será mais fácil performar bem nela, entendendo como ela atua em sinergia com todas as demais.

Esta é a essência do profissional T (do inglês, t-shaped professional). O termo é uma metáfora utilizada para se referir a um tipo de composição de habilidades que privilegia tanto a diversidade e consciência do conjunto (eixo horizontal) quanto a profundidade em uma área específica (eixo vertical).

Apaixonado pelo mercado financeiro

Você terá que ler notícias sobre novas funcionalidades do mercado de pagamentos, assistir lives do Bacen, estudar sobre legislação e boas práticas, entender manuais de compliance, conhecer os concorrentes e as necessidades do mercado. Tudo isso fica mais fácil se você gostar desse tema.

Curioso

Nesse meio, é pela curiosidade que a maioria dos negócios são fechados. Pergunte o por quê de tal processo ou o motivo de determinada dinâmica. Talvez você e os seus concorrentes já tenham a solução para a automação da operação, mas você ousou perguntar e permitiu com que uma nova solução fosse construída.

Questione as pessoas nas reuniões. Entenda o porquê das coisas. Pesquise e descubra se outras empresas sofrem dos mesmos males. Este é o primeiro passo para criar um produto revolucionário.

Senso de propósito

Cada vez mais, vemos profissionais deixarem grandes empresas em busca de um trabalho com mais propósito e alinhado aos seus valores e motivações. Este foi, inclusive, a tônica do famoso discurso de formatura de Mark Zuckerberg, cofundador e CEO do Facebook.

Para negócios de impacto, essa pode ser uma grande vantagem na atração de talentos. Por mais que, muitas vezes, a remuneração ou os benefícios que o seu negócio pode oferecer no início não sejam os mesmos de uma grande empresa, fatores como a cultura, trabalhar por uma causa e ter espaço para participar e crescer se mostram capazes de atrair e motivar as pessoas.

A alta procura por fintechs

10 de maio de 2021 em Cases de sucesso, Fintech, Mercado

Mesmo em meio a uma economia delicada que presenciamos em 2020, as fintechs de pagamento foram destaque e projetam crescimento para 2021. 

Podemos facilmente relacionar este movimento à expansão da cultura open finance e open banking no Brasil, além da popularização dos meios digitais como forma de pagamento, comprovada pela rápida propagação do Pix, novo meio de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central.

Além disso, temos uma agressiva difusão do comércio digital. Com as lojas fechadas durante longos períodos, a solução foi recorrer aos meios eletrônicos para manter as vendas – que são intermediadas por processadores de pagamentos online.

A tendência é que estes novos hábitos de consumo se consolidem e evoluam, assim como a intimidade do brasileiro com o consumo de serviços financeiros, fazendo do mercado de fintechs ainda mais carregado de boas expectativas graças a maior certeza de lucros previsíveis em uma realidade inevitável.

Aquisição de fintechs

Recentemente, o Méliuz anunciou a compra da Acesso. Antes focada em cupons de desconto e cashback, agora o Méliuz pretende oferecer serviços financeiros como empréstimos, investimentos e seguros à sua base de usuários.

Ainda em maio de 2021, a Ame adquiriu a Nexoos, uma fintech que conecta investidores a pequenas e médias empresas em busca de crédito, o que evidencia a aposta das Lojas Americanas neste segmento.

A Via (nova VVAR3 e antiga Via Varejo, dona da Casas Bahia e Ponto Frio) informou no final de abril deste ano a compra da fintech Celer, também com o objetivo de ampliar sua oferta de serviços financeiros – nesse caso, mais voltada aos vendedores do seu marketplace.

Neste mesmo movimento, a Locaweb mostrou sua atenção redobrada no mercado financeiro adquirindo a Bling e a PagCerto também em abril deste ano, com intenção de unir produtos financeiros ao mercado de ERP.

O aumento do número de aquisições e fusões têm aumentado pelos últimos dois anos e o interesse do capital estrangeiro em fintechs brasileiras se mostra cada vez maior.

Mercado dinâmico e aquecido

Na lista de 12 startups de maior valor do mundo divulgada no final de abril de 2021 pela Statista, empresa especializada em dados de mercado, tivemos a presença de 3 fintechs junto a empresas como SpaceX e ByteDance. sendo uma delas brasileira.

O desenvolvimento digital e o progresso do open finance permitiram a grandes empresas aumentarem suas receitas. Além disso, fizeram com que players de pequeno e médio porte pudessem atuar com sucesso neste mercado sem grandes burocracias. 

O pagamento é a principal etapa no processo de compra e venda dentro de plataformas de comércio digital. Etapa que, cada vez mais, exige transparência, segurança, com uma experiência humana e agradável. Para isso, a contratação de intermediadores de pagamento competentes tornou-se algo fundamental para uma expansão segura – verdade que se reflete no mercado através de consecutivas aquisições de fintechs, empresas que reúnem em si o que há de mais inovador no setor de pagamentos.

Outra tônica deste fenômeno é a preocupação das grandes plataformas digitais em se conectar financeiramente ao seu consumidor, reduzindo a distância, a fricção e oferecendo produtos financeiros diversificados e de qualidade.

A alta liquidez

Em um mercado tão líquido, ser uma fintech ou ter sua própria fintech passa a ser duplamente vantajoso. Além de atuar em um mercado aquecido e cheio de oportunidades, sua empresa passa a ser alvo de potenciais investidores e compradores.

Além de se beneficiar de novas fontes de receita, economia e eficiência trazidas pela tecnologia financeira, ganho de inteligência de mercado através de análise de dados para aperfeiçoar seu modelo de negócios, você experimenta um aumento significativo no valuation da sua empresa e maior poder de barganha.

Como tornar-se uma fintech?

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Segurança do Pix: como evitar golpes e fraudes

30 de abril de 2021 em Pix, Tecnologia

O Banco Central do Brasil (BC) sempre deixou clara suas intenções com o Pix. Dentre as mais salientes, temos a inclusão financeira. Sendo assim, é imperativo que toda a massa populacional, considerando diversidade cultural e diferentes graus de escolaridade, se sinta à vontade para utilizar o novo meio de pagamentos instantâneos.

Para tanto, foram tomadas diversas medidas como, por exemplo, a preocupação em manter o Pix grátis para usuários pessoa física e a obrigatoriedade para todos os players em oferecer uma experiência padronizada ao oferecer o Pix em suas plataformas.

Em sintonia com este objetivo, a segurança sempre foi uma premissa. A promessa, inclusive, é um sistema mais confiável em relação aos seus predecessores. O Bacen promete robustez de mecanismos e medidas para garantir a segurança das transações.

Segurança da tecnologia do Pix

Diante do lançamento do Pix, a população trouxe uma enxurrada de indagações sobre fraudes e golpes. Afinal, a praticidade e facilidade no uso deste meio de pagamentos poderia “dar sorte ao azar” e poderia favorecer a prática de fraudes.

É interessante observar que a massiva quantidade de hipóteses levantadas não diz respeito à infraestrutura tecnológica, ao software em si, mas estão relacionadas à práticas de engenharia social e má usabilidade.

Nas práticas de engenharia social, o malfeitor procura enganar a vítima usando manipulação psicológica para convencê-la a realizar transações ou fornecer credenciais de acesso à sua conta. Um ótimo exemplo é a prática de phishing, caracterizada por tentativas de adquirir ilicitamente dados pessoais de outra pessoa, sejam senhas, dados financeiros, dados bancários, números de cartões de crédito ou simplesmente dados pessoais.

O Banco Central promoveu o Pix acompanhado de um manual de segurança. Este manual descreve os principais requisitos técnicos de segurança do ecossistema de pagamentos instantâneos (Pix), e tem como objetivo descrever como deve ser implementada a criptografia da comunicação, a autenticação, os processos de assinatura digital e de gestão dos certificados digitais utilizados no ecossistema, bem como os aspectos de segurança associados à iniciação de pagamentos por QR Code. Para operar com o Pix, o PSP (Provedor de Serviços de Pagamento) precisa obrigatoriamente atender a todos estes requisitos.

Além disso, fica sob responsabilidade do PSP utilizar boas práticas de segurança para garantir a impossibilidade de acesso inapropriado aos seus aplicativos e plataformas de pagamento. As dinâmicas inclusas no funcionamento do Pix acrescentam, inclusive, uma camada extra de segurança. 

O Pix é novo, mas os golpes são antigos

Este é o mote da campanha de segurança contra golpes envolvendo o Pix promovida pelo Banco Central no período de 26 a 30 de abril de 2021. A campanha conteve ações de divulgação nas mídias sociais e culminou na realização de um evento online.

A campanha visa alertar os cidadãos para as estratégias de engenharia social utilizadas pelos golpistas, bem como conscientizá-los a respeito dos cuidados necessários para não serem vítimas de fraudes envolvendo o Pix. Esta é uma iniciativa do Bacen juntamente com os participantes do Pix e tem como objetivos gerais proteger os usuários contra as fraudes mais comuns envolvendo o Pix e consolidar uma cultura de segurança digital entre os participantes. 

Cinco principais temas foram abordados nesta campanha. Confira abaixo cada um deles:

Um estranho no home banking

Buscar abordar a possibilidade de invasão de conta (acesso não autorizado). A vítima, sem intenção, é levada a cometer erros que fragilizam o acesso a sua conta. Por exemplo: a vítima abre links em mensagens suspeitas no WhatsApp, SMS ou e-mail, o golpista rouba os dados de acesso, “invade” a conta bancária da vítima e desvia dinheiro dessa conta por meio do Pix.

Central de atendimento falsa

A vítima interage com uma central de atendimento falsa para assunto de segurança, cadastramento ou problema relacionado ao Pix e, convencida de se tratar de uma instituição autêntica, informa as suas credenciais ou permite acesso ao seu celular, tablet ou computador.

Mensagem do “amigo”

O golpista consegue acessar o WhatsApp de alguém e envia mensagens aos seus amigos e parentes solicitando que transfira algum valor por meio do Pix.

Depósito suspeito

Explora o caso das vendas falsas. Após anunciar e vender um produto em alguma rede social, site de anúncio ou plataforma e-commerce, o criminoso solicita pagamento por meio do Pix, porém sem entregar o produto pago. A categoria inclui casos de promessa de empréstimo mediante pagamento prévio.

Dicas de segurança do balacobaco

Neste tópico, o Bacen se preocupa em orientar a população sobre como proceder caso tenha sido vítima de um golpe envolvendo Pix.

Conclusão

O Pix foi criado pelo Banco Central para ser um meio de pagamento amplo, versátil e confiável. Pagamentos ou transferências que hoje são feitas usando diferentes meios como TED, DOC e boleto poderão ser feitos com o Pix, com penas o uso do aparelho celular.

Com esta campanha e diversas outras iniciativas, é possível perceber o absoluto comprometimento do Banco Central com a inclusão digital e com a inclusão financeira, trazendo estes recursos a maior quantidade de brasileiros possível e trabalhando em diversas frentes para tornar isso possível.

Segundo dados do BC, mais de 286 milhões de operações foram finalizadas por meio do Pix em 2021. As TEDs somam 53,2 milhões de transferências no mesmo período, apenas 18,5% do total do Pix. O Pix fará, cada vez mais, parte da vida dos brasileiros e é uma tendência consolidada no mercado de pagamentos.

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