Observando a operação da Uber, logo notamos que, embora o core business dessa multinacional seja a mobilidade urbana e tudo parece funcionar a partir de um sistema GPS, a operação da Uber só funciona porque possui serviços BaaS integrados a ela.

Pode parecer pretensão, porém é a mais pura verdade. Afinal, do que adiantaria um sofisticado sistema de geolocalização e conexão entre motorista e passageiro se o pagamento e recebimento dos valores negociados fosse ineficiente? A operação seria inviável, impossível de escalar.

Para ilustrar melhor esta perspectiva, vamos explicar a operação da Uber sob a visão do Banking as a Service.

KYC (Know Your Customer)

Quando um motorista se cadastra na plataforma, ele precisa informar seus dados, enviar uma foto da sua CNH e do documento do seu veículo. Em seguida, a Uber faz a verificação destes dados para garantir a segurança do seu produto e serviço. Este processo se chama KYC (Know Your Customer, conheça seu cliente).

Usando uma API de verificação de dados, essa apuração é totalmente automatizada. Por meio de consultas a bureaus e órgãos específicos, é possível verificar se o documento (CNH) é válido e se as informações fornecidas pelo motorista conferem com os dados da Receita Federal.

Seria impossível garantir a escalabilidade do negócio se essa investigação fosse totalmente manual.

Criação de contas gráficas

Após o cadastro efetuado, uma conta gráfica (ou conta wallet) é fornecida a cada motorista. É assim que a Uber sabe quanto o motorista possui em crédito ou débito. A criação desta conta gráfica é feita através de uma API de criação de contas, que atribui um ID a cada motorista.

Gateway de pagamento

Quando um usuário cadastra seu cartão de crédito para pagar uma corrida, ele está usando o sistema de gateway de pagamento via cartão de crédito.

Payroll (pagamento em lote)

Ao receber os pagamentos feitos via cartão de crédito, a Uber precisa descontar sua taxa e pagar ao motorista pelas corridas feitas. Para tanto, ela agenda lotes de pagamento e faz essas transferências de forma automatizada. Na Atar B2B, este serviço também se encontra dentro da plataforma BaaS e é utilizado por empresas que têm grande volume de pagamentos.

Boletos de cobrança

Caso o motorista tenha recebido muitos pagamentos em dinheiro, a Uber não teve a oportunidade de retirar sua taxa, a parte que lhe é de direito por ter fornecido a plataforma. 

Sendo assim, ao final de um mês, a Uber “roda um fechamento” – ela faz o cálculo destas dívidas pendentes e emite um boleto de cobrança para que o motorista regularize essas pendências. 

Esse procedimento pode ser facilmente executado através da API de geração de boletos da Atar B2B. É possível, por exemplo, programar o sistema para que ele emita automaticamente um boleto de cobrança para os motoristas (clientes) que terminaram o mês no vermelho.

Uber como um banco

Pensando nas novas tecnologias de pagamento, quais podem ser os próximos avanços da Uber? Com o progresso em todo setor financeiro, novos recursos serão incorporados, tornando esta plataforma mais eficiente e lucrativa.

E se os passageiros pagassem suas corridas fazendo um Pix? Por meio de uma chave Pix, QR code ou link de pagamentos. O motorista poderia receber estes valores na sua conta Uber, em tempo real, de forma idêntica a uma conta bancária. O motorista teria, então, uma conta bancária dentro da Uber?

Com acesso a toda movimentação dos seus motoristas, a Uber poderia oferecer um cartão de crédito para que o motorista possa abastecer seu veículo. Ou ainda oferecer linhas de crédito com limites pré-aprovados para financiamento de um novo veículo. 

Com tamanha penetração, a empresa poderia oferecer diversos serviços financeiros para seus motoristas e passageiros – como seguro de vida, por exemplo. Espera! A Uber já oferece seguro de vida para todos que utilizam sua plataforma. 

Isso nos leva a pensar: a Uber já tem seu banco dentro dela? O Uber Bank já é uma realidade? Afinal, a estrutura necessária já existe – clientes, parceiros, sistema de pagamentos e recebimentos e bilhões transacionados. Tudo isso funcionando graças ao catálogo de soluções financeiras possíveis através das tecnologias Banking as a Service. 

Como contratar

Este estudo de caso deixa claro como os recursos tecnológicos financeiros estão intimamente conectados com o desempenho de uma plataforma online.

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Sobre os autores

Kelvin Cassiano Weizenmann
Kelvin Cassiano Weizenmann
Executivo de negócios na Atar B2B em | LinkedIn | Mais publicações

Criativo, inovador inconformado, viajante e com alma de negociador. Formação em administração / Susep / CPA 10.

James Raul Withoeft
James Raul Withoeft
Publicitário e Designer em | LinkedIn | Mais publicações

Possui formação em Comunicação Social com habilitação em publicidade e propaganda e vasta experiência em branding, direção de arte publicitária, design gráfico, projetos editoriais, CX, UX e UI.